A vida em Amesterdao



Nao o retalho da vida de um medico, mas o retalho da vida de uma portuguesa na terra dos diques, bicicletas, tulipas, moinhos, queijo... e sim, das drogas e do Red Light District tambem.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

trabalho (V) e último

Eu gosto do que faco, gosto do trabalho em si, gosto da falta de rotina, gosto da variedade.

Mas detesto sentir que o trabalho me obriga a abdicar do resto das coisas que gosto. Trabalhar, para mim, é um veículo. Para a realizacao profissional, para o exercício intelectual, para ter dinheiro e poder fazer todas as outras coisas de que gosto. Costumo dizer que a vida das 9h as 17h é importante, mas das 17h as 9h é muito mais.

E este mes, o trabalho está a esmagar. Eu tento, muito, chegar a todo o lado. Mas ainda nao tenho o dom da ubiquidade. E perder a graduation custa-me. Muito. Nao pela cerimónia (embora a ideia de gozar com a tradicao e me agradasse) mas pelo fechar de um capítulo com uma celebracao.

3 comentários:

Claratje disse...

Estas como eu que perdi a cerimonia de entrega dos diplomas - mas a culpa foi da minha ex-universidade, recebo mail a avisar da cerimonia, marco viagem e 3 semanas antes da cerimonia eles enviam outro mail a avisar que se tinham enganado na data e que afinal era na semana a seguir; quando eu ja tinha outra viagem marcada para ir a um congresso; fiquei mesmo triste!

Rubi disse...

Entendo o que tu dizes. Acho que dou demasiada importancia ao trabalho, por ser tao absorvente. Acho que vivemos numa epoca de devocao 'ossal' ao trabalho, e ainda nos fazem sentir que temos sorte de ter trabalho.

Tuxa disse...

Claratje,
Irra, eu ficaria piurca!

Rubi,
Quase todos damos demasiada importancia ao trabalho... é mesmo difícil saber quando dizer: basta!