A vida em Amesterdao



Nao o retalho da vida de um medico, mas o retalho da vida de uma portuguesa na terra dos diques, bicicletas, tulipas, moinhos, queijo... e sim, das drogas e do Red Light District tambem.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sentado na Holanda

É o título de uma crónica publicada no Jornal de Negócios. Li-o porque a Andorinha publicou a sua opinião no blog . E ía lá deixar comentário mas estava a ficar gigante...

Assim, decidi copiar a crónica na íntegra, parti-lo aos bocadinhos e dar a minha opinião (parcial, nada a fazer... baseio-me nas minhas experiencias, nas experiencias de pessoas que me rodeiam e no que leio e ouco).

Nao me parece que este texto seja escrito da perspectiva de um turista (já que o filho mora por cá), mas é parcial. Tal como a minha visão.

Estou na Holanda a apanhar neve e frio. Mas não me importo.
Amsterdão é uma cidade onde me sinto perfeitamente em casa. Gosto desta combinação de extrema organização e extrema liberdade. O Estado está aqui muito presente. Afinal este é um dos países do sucesso social-democrata. Apesar das crises e de alguma viragem a direita, a Holanda continua a ser umas das sociedades europeias mais civilizadas e onde a qualidade de vida é maior.

Concordo em absoluto. É das coisas que mais digo a quem pergunta: - Porque Holanda?
A qualidade de vida. Há tempo para trabalhar, há tempo para gozar a vida. Há dinheiro para pagar as contas, fazer pezinho de meia e ainda gozar umas feriazitas. Não é uma vida milionária mas os Holandeses são poupados e sérios no que se refere a dinheiro. Há pouca clivagem salarial comparando com outros Países; o salário mínimo é alto, a grande maioria recebe acima do salário mínimo e não abundam os salários milionários.
Há muita organizacao, de facto. Impensável, por exemplo, dar um salto as Financas ou Seguranca Social para tirar uma dúvida. Tudo se faz com marcacao antecipada. Perde-se menos tempo em deslocacoes e esperas, mas as vezes demora semanas a resolver algo que em Lisboa trataria num dia. Tem vantagens e desvantagens.

Os burocratas holandeses dedicam o seu tempo a criar um ambiente favorável ao bem estar da população. A ideia de serviço público não é por estas bandas um mero "slogan" político, é mesmo verdade.
Certo, tudo certinho e perfeitinho. Mas sem capacidade de adaptacão também. O atendimento e servico ao cliente deixam muito a desejar, só respondem ao que lhes "pertence" responder, mesmo quando podem ajudar. - Isso é com o meu colega! - é algo muito frequente. - Não posso ajudar (porque falhou um subparágrafo de uma alínea escondida na 24a página do formulário), azar, vai a vida e marca nova vinda. E nem sequer verificam se tudo o resto está ok... por isso podemos facilmente bater com os costados num servico publico várias e várias vezes. De acordo com os procedimentos, está tudo ok, certinho e perfeitinho. Certo?!
Mas é verdade que todos são tratados por igual sem compadrios nem cunhas. É um sistema igualitário.

Tudo é pensado ao pormenor. O traçado das ruas, os passeios, as diferentes zonas urbanas, os serviços, o ensino, a saúde e por aí fora. A Holanda vista de avião parece uma maqueta. Tudo certinho e perfeito.
O planeamento urbanístico em geral é de sonho!! Sinceramente, tiro-lhes o chapéu! Há poucos mamarrachos e tudo o que é construído passa por crivos bem apertados, bem como pelo escrutínio da vizinhanca. Aventuras arquitectónicas nos interiores dos edifícios sao bem aceites, mas os exteriores sao preservados e nao há aldrabices nas fachadas. Em zonas de construcao nova há muito mais liberdade, mas há uma linha / ideia / conceito que permeia toda a construcao, pelo que faz sentido e tem lógica.

A atenção pelas crianças é enorme. São claramente privilegiadas. Têm prioridade em tudo e em todo o lado. A quantidade de atividades preparadas para elas é impressionante. A localização de creches e escolas é um assunto sério e muito reflectido pela comunidade, de forma a criar as melhores condições de acesso e assistência parental.
Tudo verdade. As criancas são muito centrais (tal como os idosos) e há imensas actividades para elas. A maioria, no entanto, obriga a um envolvimento parental... aqui é possível na medida em que muita gente só trabalha 4 dias por semana ou menos. E a Holanda é dos Países Europeus com maior percentagem de mulheres que não trabalham. Isso ajuda.
E as escolas (públicas) sao escandalosamente caras. O valor a pagar depende do rendimento dos pais, mas regra geral, para quem tem 3 filhos ou mais, compensa ficar em casa porque o valor a pagar é superior ao ordenado.

Certas coisas que por cá são um grande e irresolúvel problema na Holanda nem damos por elas. Por exemplo, o lixo e os carros. As cidades são muito limpas e os carros não incomodam.
O lixo. Pois... eu moro no centro e só posso por o lixo na rua duas vezes por semana a horas precisas (das 21h de domingo as 8.30h de 2a feira e e das 21h de 5a as 8.30h de 6a). Se me esqueco ou nao estou em casa, azar, tenho de guardar o lixo em casa mais uns dias. Para além disso a reciclagem é muito limitada.
E as ruas as vezes estao imundas, embora bem menos que Lisboa...

A circulação automóvel é altamente condicionada. Os limites de velocidade são muito rigorosos, o parqueamento também. A polícia é implacável. Mas toda a gente percebe que isso é positivo para a vida urbana. E afinal toda essa contenção do automóvel não impede que se circule muito bem de carro, por exemplo, em Amsterdão. As extensivas restrições e a dificuldade de estacionamento são normais. Procura-se um pouco mais adiante. Nada de grave.
Em Amesterdão circula-se bem porque é tao caro ter carro na cidade e custa tanto dinheiro o estacionamento que ninguém se atreve... claro que é positivo para a vida urbana, mas tem o seu preco. A título de exemplo, estacionar no centro custa 5€ por hora. Ter carro implica encontrar garagem (que custa a volta de 150€/mes) já que as autorizacoes de estacionamento no centro tem lista de espera de 5/6 anos. E implica pagar impostos cujos valores mensais sao superiores ao imposto de selo anual em Portugal.

Em certa medida esta normalidade choca-me. Porque é que os "outros" conseguiram resolver a questão da sujidade das ruas, da circulação e estacionamento automóvel e nós não somos capazes de o fazer. Vão passando os Presidentes de Câmara e o cócó do cãozinho incontinente continua exactamente o mesmo no passeio. É misterioso e particularmente irritante.
Nao é misterioso. É falta de vontade política. Falta de compromisso para com a Res Publica. E porque a generalidade das pessoas gosta de andar de rabo tremido. Principalmente se o passe ainda for mais caro que o carro e nao servir as necessidades. E os políticos tem um apurado instinto de sobrevivencia e nao quererem perder eleicoes... sejamos realista, quem propusesse tal coisa estava "queimado" e quem aprovasse este tipo de medidas em Portugal era apelidado de "fascista" no mínimo.

Mas a Holanda oferece uma outra lição curiosa. Em Amsterdão e nas maiores cidades holandesas não existem praticamente casas vazias. Nem lojas, diga-se de passagem. O meu filho, que é mais holandês do que português, disse-me que a explicação é simples. Se uma casa fica algum tempo vazia é imediatamente ocupada por jovens e depois é bastante difícil tirá-los de lá. O movimento de ocupações é aqui muito potente, muito bem organizado e socialmente visto com simpatia. Em consequência, muitos senhorios preferem emprestar temporária e gratuitamente os seus apartamentos, e mesmo lojas, até conseguirem vender ou alugar. O que, por sua vez, gera toda uma actividade económica, na criação de pequenos "ateliers" e empresas de jovens que, de outro modo, nunca veriam a luz. É extraordinário como um ato ilegal resulte afinal numa dinâmica social, cultural e económica tão importante.
Tenho dúvidas sobre qualquer solucao que premeie a ilegalidade. Resulta para quem nao tem as casas ocupadas. Para quem tem, é péssimo e ve-se sem proteccao num dos seus direitos constitucionais. A mim nao me convence.

Nesta perspectiva, lamento que em Portugal a juventude seja tão passiva. Não entendo como é possível existirem tantos milhares e milhares de casas vazias sem qualquer utilidade social e económica, e sem que ninguém, a bem ou a mal, tome uma atitude. Não entendo como os jovens preferem viver em casa dos pais, em condições precárias no que concerne a sua liberdade. Não entendo como os principais partidos que se dizem da contestação nunca tenham dado a devida atenção a esta questão tão essencial.
Concordo com tudo, excepto com a solucao de ocupar.

Na Holanda, a par do extremo cuidado prestado às crianças, é norma os jovens saírem de casa dos pais por volta dos 18. Não se trata de nenhuma frieza emocional, mas de gerar independência, responsabilidade, criatividade. A maioria destes jovens passam a viver em quartos ou habitações para estudantes, mas alguns com menos recursos ou mais determinados ocupam. Este facto, que soa a anarquia para alguns, é fundamental para o desenvolvimento da cultura de empreendedorismo que tão fortemente marca o ser holandês. Lamento que o mesmo não suceda em Portugal.
Lamento discordar. É muita frieza. 90% dos meus colegas marcam na agenda dias para irem visitar os pais. E muitos colegas estao desejosos que as criancas se vao de casa para poderem retomar a vida de casal. E muitos mandam os filhos para a cama as 18h para que (os filhos)possam descansar bem mas também porque querem ter vida a dois. E a iniciacao sexual na Holanda, muito precoce, é também devida a carencias afectivas em casa... as criancas tem tanto espaco para serem elas próprias, crescerem e tal que embora haja muito acompanhamento, há pouco compromisso afectivo. Isto é o que eu depreendo do que ouco os meus colegas falar sobre a vida familiar... posso estar a ser injusta, aceito-o perfeitamente.
Nao acho que seja melhor ou pior que nós. É simplesmente diferente. É assim e é a norma...

Acho lindamente que "obriguem" as criancas a arranjar part-times a partir dos 15/16 anos, nem que seja de 3 horas por semana. Aprendem o valor do dinheiro e a ser responsáveis no trabalho. A maior parte dos jovens antes ou depois da faculdade tiram anos sabáticos e vao explorar o mundo. Tenho inveja de nao o ter feito.


E pronto, era isto. Está lancado o debate. Andorinha, SZ, Thessa, Rainha, Frankie, Macau, digam coisas...

7 comentários:

Andorinha disse...

Como sempre és mto mais ponderada que eu no comentário que fizeste, comparativamente ao meu que é sempre escrito a quente.
Eu concordo contigo até certo ponto. Tal como disse no meu post sou da opinião que tudo o que se possa pensar fora do parâmetro custo vs benefício, não é Holandês.
Isto não sou eu a queixar-me, é a pura realidade. E os Holandeses dizem-no também. Não acho que seja um defeito, sempre e quando não seja usado em demasia como é o caso da Saúde ou da reciclagem.
No resto dos casos é o que faz o País efectivamente funcionar, principalmente a níveis equitativos como falaste.
Pra início, os Holandeses não são cívicos. São obrigados a ser civicos porque se não o forem: pagam. Passo a explicar: se passarmos do limite de velocidade, se fizermos asneiras na estrada e formos apanhados, se estacionarmos no sítio ou de forma errada, a multa chega-nos a casa. Se não pagarmos, passado um mês já é maior, e maior, e maior. Até que paguemos.
Eu pago 150 euros por ano pra que o cocozinho de cão não me apareça na rua, e se não o apanhar, sou multada caso o polícia esteja atento.
Pagamos todos uma aberração de impostos de água e saneamento. Não são 60 euros como em PT, são mais de 350 euros anuais. Se não pagarmos a bem, pagamos a mal. Está no processo a dizer mto bem explicadinho como é que é feita a cobrança! Aliás, caso não saibam: cobra-se primeiro, resmunga depois! Se eu achar que a conta não está bem feita, primeiro pago, depois contesto, e vamos lá a ver se me dão razão. Eles devem ter sido os pioneiros das letrinhas minúsculas nos contratos! Flexibilidade nula.
Ah, já agora, o trânsito dentro de Amsterdão É GRANDE. Não é Lisboa e a segunda circular, mas isso é pq nunca tiveste que fazer a A10 em hora de ponta :D

Se em Portugal não tivéssemos todos "um amigo que me ajuda" não sei aonde a escapar à multa, ias ver que muito do que tens implementado na Holanda em Lisboa era exequível. Multas pros carros estacionados nos passeios, mas multas que chegassem a casa pra cobrança!; radares nas auto-estradas q me impeçam de andar a mais de 120; multas pro lixo, pro cão, pro pintelho!

Se temos qualidade de vida? TEMOS. Enorme. Sabes que é por isso que nos custa a todos vir embora. Há um respeito enorme, não pela família, mas pelo tempo pessoal de outrém. Ninguém me liga depois de eu sair do escritório. Não trabalho aos fins de semana. Tenho 8 horas laboráveis e um sem fim de privilégios. E financeiramente, é o que tu disseste. Se gosto? Muito! Por isso é que cá estou, que eu pra masoquista não tenho vocacão.
Mas não me venham enaltecer qualidades nobres dos Holandeses, porque não as têm. São uns ciganos da pior espécie, só não nos cobram o ar que respiramos pq ainda não descobriram como. Não são altruístas, são os maiores egoístas e individualistas que conheço. E tou a falar incluindo amigos meus também! De tolerantes têm zero, como diz o JRC, o que acontece é que eles ignoram tudo o que não se centre no umbigo deles.
O que os safa é que são muito bem dispostos, têm um bom sentido de humor, são auto-críticos, e acima de tudo são francos e directos, não são intriguistas. São honestos.
E isso faz deles uns "piratas" simpáticos e aprazíveis. Mas não deixam de o ser!

Luna disse...

Subscrevo totalmente o teu ponto de vista. Mesmo mesmo. :)

I. disse...

Depois de ter limpo as lágrimas (que me caiam abundantemente, depois de ler o post e o comentário da Andorinha), devo dizer uma coisinha: aposto que aí na Holanda vocês não chegam todos os dias a casa irritadas. Irritadas com o cabrão do taxista que há bocado me cortou a linha e sem razão nenhuma, irritada porque o passeio da tua rua tem os calhaus a soltar-se por causa do estacionamento selvagem, irritadas porque t~em de andar de olhos no chão para não pisar caca, irritadas porque no trabalho o sistema informático morreu e leva mais de oito horas a arranjar (a culpa nem é dos técnicos, o que ainda irrita mais), irritadas porque vos vão cortar um piparote de salário e em 2014 ainda vão cair mais contas das PPP, irritadas porque nestes dois meses se fartaram de nomear gente para gabinetes, irritadas de ver gente a falar mal do governo mas que são os primeiros a encostar-se, a pedir um favorzinho, e nunca admitirem que agiram mal.

Eles podem ser frios e calculistas, mas dados os anos suficientes a conviver connosco, talvez lhes passemos o melhor que temos. E sardinhas, por favor. A neve ainda me habituo, mas não me tirem as sardinhas.

SZ disse...

concordo com quase tudo o que dizes, uma adenda... as escolas publicas sao isso mesmo publicas e totalmente gratis e obrigatorias apartir dos 4 anos. o que nao existe e um sistema de creches publico, e essas sim sao carissimas, embora os pais recebam um subsidio consoante os rendimentos podendo operar ate aos 60%, tudo somadinho fica tao ou mais caro do que em Portugal. E a escolha das mulheres de trabalharem menos vem do calvismo, e da educacao. Este povo e tao emancipado porque nos anos 50/60 foi muito oprimido dado o protestantismo. Como os salarios sao altos, muitas mulheres optam por nao fazer carreira ou estudar! acho que o preco da creche pouco ou nada tem a ver!

Tambem concordo com a andorinha e e o que dizemos sempre ca em casa, as multas sao elevadissimas, ja apanhei tantas, o que leva a cautela em tudo...

O urbanismo... concordo, e a minha profissao (foi), tudo e planeado ao milimetro, todas as arvores sao plantadas, nada neste pais e natural, tudo artificial. Tem vantagens e claro como sempre desvantagens! A de nao conseguir reconhecer um bairro por regiao do pais e de saber de cor a planta de todas as habitacoes deste pais (standaard do pos-guerra), depois as casas cada vez menores e muitos promotores a encher os bolsos (como em todo lado 'ta claro!)

Tambem nao concordo com o "Kraken beweging", sistema oKupa, que desde algumas semanas tem novas leis e e proibido (aqui a jornalista devia fazer melhor o tpc, ou se calhar o filho nao ve as noticias!)... nos anos 60 e 70 com falta de habitacao fazia sentido e alguns edificios foram poupados no centro historico de amsterdam quando p. ex. da construcao do metro, mas nos dias que correm nao faz sentido... e quando vejo os rapainhos e rapariguinhas na tv que ocupam sao maioritariamente estrangeiros que vem para amsterdam fumar umas coisas e ser anarquistas... eu digo... vao mas e trabalhar que ja sao crescidinhos! em contrapartida tenho muitos amigos estudantes que vivem anti-krak, apartamentos, escolas, igrejas ou escritorios devolutos que sao alugados a precos irrisorios a pessoas trabalhadoras e/ou estudantes (tens de ter actividade economica) de modo a evitar os tais anarquistas de os ocupar! isso sim parece-me bem pensado!

so para dizer que acho que ja nao volto ao pt... que nao me importo de pagar tantos impostos quando se tem tanto em troca...

E sim a holanda e uma social-democracia mas mais social em termos de subsidios para minorias e tudo e mais alguma coisa do que um portugal pseudo socialista!

jinhos. sonia

ps. quando e que me vens visitar?

Rebelde disse...

Desde que vos descobri, tenho acompanhado tudo em silêncio. Achei que era bom ir sabendo mais sobre um sítio que tanto me atrai. Mas hoje, ao ler tudo o que aqui se escreveu, sinto que estou realmente a aprender convosco. A minha curiosidade aumenta a cada dia e as vossas opiniões dão-me luzes do que é importante, tolerável ou não.

De tudo o que li, sem dúvida que a Holanda é "A" escolha acertada. Os holandeses podem ser esses "piratas simpáticos" que mencionaram, mas no fundo são melhores que os portugueses. Aqui, em Portugal, fala-se muito e o pouco que se faz é miserável. A percentagem de portugueses bem sucedidos poderia ser bem maior se a mentalidade fosse diferente. Mas não é.

Eu ainda pertenço àquele grupo de jovens que estuda, luta e espera efectivamente sair daqui em busca de uma vida melhor e mais justa noutro país (e já cometi um grande erro quando disse "espera", porque aqui não há nada por que esperar, é arrancar e tentar fazer com que resulte). Mas ainda há muita gente que nem assim consegue pensar.

Quem sabe se um dia destes não estarei por esses lados a tentar ver por mim mesma como tudo funciona. Aí, partilharei convosco as minhas novas aprendizagens e opiniões.

bonifaceo disse...

Grandes comentários, mas todos lidos.
Aquilo da ocupação das casas concordo contigo Tuxa, acho muito ridículo. Ao menos que inventem uma lei de obrigação em arrendar, agora anarquia é que não.

Sem me querer dirigir a ninguém, dizemos mal de nós, dos portugueses, mas deixamo-nos ir na corrente, queixamo-nos que ninguém empreende, mas também não o fazemos. Tal como andar de carro, cá quase toda a gente anda de carro. Por isso este tipo de coisas eu não critico o nosso povo, mas na educação e falta de civismo sim. Tipo o cocó do cão, o carro em cima do passeio ou em segunda fila porque não podem andar e tem que ser à porta da loja, ou uma data de outras coisas. Disso sim, eu queixo-me porque não sou assim.

Para já gosto de cá estar, mas não digo que dessa água não beberei. :D

Anónimo disse...

Gostava que me esclarecessem uma duvida.
Tive na Holanda de férias, e para espanto meu fui multado por estacionamento em 60€.
O que acontece é que não havia nada que me proibisse de estacionar lá. Nem sinal, nem foi no passeio, nem nas curvas, nada... dai não concordar e não ter pago.
Acontece que agora recebi a multa em casa (deve ter sido através da rent a car)mas com um valor bem superior (118€)
Terei problemas com a lei portuguesa se não pagar a referida multa. É que aquilo ainda por cima vem em Holandes e não percebo patavina, nem como me defender.
Obrigado e parabéns pelo excelente blog