domingo, 29 de novembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Desperdicio
Num dia frio mas soalheiro como hoje, nao ha conhecimento que compense o estar fechada das 9h as 21h na Faculdade!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Gold
Recebi um simpático email a informar-me que, com 32 voos e 45.000 milhas acumuladas (desde Fev 09, quando aderi a flying blue), passei a Gold.
Soterrada em trabalho como estou, bem precisava de um "brilho" para me animar.
Soterrada em trabalho como estou, bem precisava de um "brilho" para me animar.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
(...)
Pela manha, o habitual. A correria do costume, o caminho da escola, a paragem para o café. Mal paro o carro, deparo-me com um cenário aterrador.
Um idoso passa de bicicleta, debaixo de chuva. Uma bicicleta antiga, de rodas grandes e um cesto na frente. Sem qualquer agasalho, ou artefacto que o protegesse, segue o seu caminho, não sei se com algum destino marcado. Numa poça de água, tropeça e cai. Exactamente na mesma altura em que uma carrinha passa, e que, miraculosamente, o consegue evitar.
Os transeuntes mais próximos correm em seu auxilio. Por momentos, e num rasgo de crueldade, da qual também sou vítima, confesso, julgo que estaria sob efeito de álcool. Porque é fácil, atribuir rótulos aos mais fracos. Entretanto percebo que não, e irrito-me comigo por tê-lo pensado. Fui injusta, e não gosto mesmo nada disso.
Oiço-o depois a falar com a Dona R., onde parei para comprar o jornal, e fico a olha-lo, num sentimento estranho. De compaixão, misturado com alguma ira virada a mim.
Sim Dona R, eu sei que já não tenho idade para estas coisas. Mas não, não tenho dinheiro para uma motoreta daquelas fechadas. A minha reforma não chega para isso. Medicamentos, água, luz. Sou sozinho, sabe como é.
Nós pensamos que sim, mas julgo que poucos saberemos como é. Percebo, que é esta a Solidão, que por vezes se fala por aí.
Pela CF - li e senti o fundo das entranhas a revolverem-se. Porque me custa muito a solidao, abandono e pobreza nos idosos.
Um idoso passa de bicicleta, debaixo de chuva. Uma bicicleta antiga, de rodas grandes e um cesto na frente. Sem qualquer agasalho, ou artefacto que o protegesse, segue o seu caminho, não sei se com algum destino marcado. Numa poça de água, tropeça e cai. Exactamente na mesma altura em que uma carrinha passa, e que, miraculosamente, o consegue evitar.
Os transeuntes mais próximos correm em seu auxilio. Por momentos, e num rasgo de crueldade, da qual também sou vítima, confesso, julgo que estaria sob efeito de álcool. Porque é fácil, atribuir rótulos aos mais fracos. Entretanto percebo que não, e irrito-me comigo por tê-lo pensado. Fui injusta, e não gosto mesmo nada disso.
Oiço-o depois a falar com a Dona R., onde parei para comprar o jornal, e fico a olha-lo, num sentimento estranho. De compaixão, misturado com alguma ira virada a mim.
Sim Dona R, eu sei que já não tenho idade para estas coisas. Mas não, não tenho dinheiro para uma motoreta daquelas fechadas. A minha reforma não chega para isso. Medicamentos, água, luz. Sou sozinho, sabe como é.
Nós pensamos que sim, mas julgo que poucos saberemos como é. Percebo, que é esta a Solidão, que por vezes se fala por aí.
Pela CF - li e senti o fundo das entranhas a revolverem-se. Porque me custa muito a solidao, abandono e pobreza nos idosos.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Nem mais
Viver todos os dias é ver o melhor e o pior. A cara antes da maquilhagem, as olheiras antes do café, o jantar queimado no tacho, o pijama foleiro, o robe de avó e as calças entaladas nas meias quando aperta o frio.
É levar com os nervos do dia-a-dia, a gritaria do trabalho ainda a fazer eco em casa, as dúvidas, a depressão de inverno, as manias e tiques e limpezas.
O Byron é que dizia: "é mais fácil morrer por uma mulher do que viver com ela". Porque viver é que é a grande prova. O grande amor.
E o que eu quero dizer é: o amor nunca devia ser tomado como um pressuposto - a célebre desculpa "claro que gosto de ti, senão não estava contigo". O amor deve ser dito em voz alta, manifestado em actos loucos e românticos de vez em quando, enviado por mensagem, escrito num telegrama, num espelho, no pó dos móveis, se for preciso.
O amor deve ser dito em voz alta mesmo quando se está lado a lado. Mesmo não: sobretudo quando se está ao lado.
Pela Juliette
É levar com os nervos do dia-a-dia, a gritaria do trabalho ainda a fazer eco em casa, as dúvidas, a depressão de inverno, as manias e tiques e limpezas.
O Byron é que dizia: "é mais fácil morrer por uma mulher do que viver com ela". Porque viver é que é a grande prova. O grande amor.
E o que eu quero dizer é: o amor nunca devia ser tomado como um pressuposto - a célebre desculpa "claro que gosto de ti, senão não estava contigo". O amor deve ser dito em voz alta, manifestado em actos loucos e românticos de vez em quando, enviado por mensagem, escrito num telegrama, num espelho, no pó dos móveis, se for preciso.
O amor deve ser dito em voz alta mesmo quando se está lado a lado. Mesmo não: sobretudo quando se está ao lado.
Pela Juliette
terça-feira, 24 de novembro de 2009
I amsterdam
Oslo
Stress pela manha, comboios nao vao para Schipol, houve incendio no túnel do aeroporto.
Felizmente tinha decidido nao ser parva e como tinha voo as 7 da manha, chamei um táxi e nem dei por nada. Senao acho que tinha sido desta que perdia um voo.
Depois de terminada a reuniao, e porque só tinha voo de regresso as 20.15h, fui passear um pouco pela cidade. Fiz a avenida principal de quem chega pela Estacao Central (Karl Johans Gate) até ao Palácio Real, passando pelo Teatro Nacional. Rua pedonal, cheia de lojas, muito giro. Como a chuva caia sem piedade, apanhei o tram 12 que faz um circulo pela cidade, passando por alguns dos pontos turísticos principais. Também gostei.
Decidida a nao me deixar vencer pela chuva, e porque oportunidades para passear assim em viagens de trabalho nao abundam, fui a Opera House, um edificio moderníssimo, junto a estacao, uma construcao de vidro e madeira, muito harmoniosa e projectada sobre o rio. Explorei o interior e o exterior. De saltos altos. E estava a chover a potes.
Ainda nao eram 5 da tarde e estava noite cerradíssima. Assim como se já fosse hora de ir para a cama.... que depressao.
Vencida pela molha, cansaco e saltos altos, fui para o aeroporto. Foi uma visita relampago, mas deu para ver que vale a pena uma espreitadela num fim-de-semana alargado.
Felizmente tinha decidido nao ser parva e como tinha voo as 7 da manha, chamei um táxi e nem dei por nada. Senao acho que tinha sido desta que perdia um voo.
Depois de terminada a reuniao, e porque só tinha voo de regresso as 20.15h, fui passear um pouco pela cidade. Fiz a avenida principal de quem chega pela Estacao Central (Karl Johans Gate) até ao Palácio Real, passando pelo Teatro Nacional. Rua pedonal, cheia de lojas, muito giro. Como a chuva caia sem piedade, apanhei o tram 12 que faz um circulo pela cidade, passando por alguns dos pontos turísticos principais. Também gostei.
Decidida a nao me deixar vencer pela chuva, e porque oportunidades para passear assim em viagens de trabalho nao abundam, fui a Opera House, um edificio moderníssimo, junto a estacao, uma construcao de vidro e madeira, muito harmoniosa e projectada sobre o rio. Explorei o interior e o exterior. De saltos altos. E estava a chover a potes.
Ainda nao eram 5 da tarde e estava noite cerradíssima. Assim como se já fosse hora de ir para a cama.... que depressao.
Vencida pela molha, cansaco e saltos altos, fui para o aeroporto. Foi uma visita relampago, mas deu para ver que vale a pena uma espreitadela num fim-de-semana alargado.
Franz Ferdinand
Som - Check
Energia em palco - Check
Comunicacao com público - Check
Resposta do público - Check (e isto é verdadeiramente raro)
Alinhamento bem conseguido - Check
Muito bom, nunca os tinha visto ao vivo e valeu bem a pena! Para quem quiser ver umas fotos, há aqui, no site do Heineken Music Hall.
Twillight - New Moon
Eu gostei dos livros. Quando os li desconhecia por completo a loucura que já na altura se estava a gerar. Leitura leve, fácil, mas... a page turner. Nao tenho pretensoes de intelectual que só gosta de Proust.
Posto isto, devo dizer que o vi o Twillight em DVD há coisa de 1 ano. Achei fraquito, nada a ver com o livro. A actriz que faz de Bella (que faz um bom papel no Panic Room) nao me convenceu no papel, o Edward é muito fraquinho, enfim. Mas vi o filme sem problemas. Nao me aqueceu nem arrefeceu.
Este fim de semana fui ver o New Moon ao cinema. Big mistake
Fui no primeiro fim-de-semana pós estreia. Huge mistake
Fui a sessao das 15h. Collossal mistake
Rodeada de adolescentes, com um ratio feminino/masculino de 9/1, passei o filme a ranger os dentes de irritacao. Aparece o genérico: gritaria estridente em dolby sorround!!! Nao queria acreditar.... mas ia ser muito pior...
Sempre que aparecia o Jacob (quase sempre em tronco nu- no livro também está mas é apenas consequencia da mudanca física sem tentativas de manipular hormonas aos saltos - a solucao fácil) as míudas punham-se aos gritos histéricas; Sempre que aparecia o Edward, as míudas aos gritos possuídas voltavam; sempre que alguém dizia que amava alguém só se ouviam gritinhos e suspiros... Uma tortura!!!! Foram 2 horas de tortura sonora!
Tentando prestar atencao ao filme em si (complicado tendo em conta que qualquer som com decibéis acima de respiracao no cinema me perturba valentemente), devo dizer que foi uma seca!
Lento, lento, lento.... chato e comprido. Fiquei sempre a espera que o filme "arrancasse". Nao o fez.
Se gostaram dos livros e querem ver o filme, esperem pelo dvd.
Posto isto, devo dizer que o vi o Twillight em DVD há coisa de 1 ano. Achei fraquito, nada a ver com o livro. A actriz que faz de Bella (que faz um bom papel no Panic Room) nao me convenceu no papel, o Edward é muito fraquinho, enfim. Mas vi o filme sem problemas. Nao me aqueceu nem arrefeceu.
Este fim de semana fui ver o New Moon ao cinema. Big mistake
Fui no primeiro fim-de-semana pós estreia. Huge mistake
Fui a sessao das 15h. Collossal mistake
Rodeada de adolescentes, com um ratio feminino/masculino de 9/1, passei o filme a ranger os dentes de irritacao. Aparece o genérico: gritaria estridente em dolby sorround!!! Nao queria acreditar.... mas ia ser muito pior...
Sempre que aparecia o Jacob (quase sempre em tronco nu- no livro também está mas é apenas consequencia da mudanca física sem tentativas de manipular hormonas aos saltos - a solucao fácil) as míudas punham-se aos gritos histéricas; Sempre que aparecia o Edward, as míudas aos gritos possuídas voltavam; sempre que alguém dizia que amava alguém só se ouviam gritinhos e suspiros... Uma tortura!!!! Foram 2 horas de tortura sonora!
Tentando prestar atencao ao filme em si (complicado tendo em conta que qualquer som com decibéis acima de respiracao no cinema me perturba valentemente), devo dizer que foi uma seca!
Lento, lento, lento.... chato e comprido. Fiquei sempre a espera que o filme "arrancasse". Nao o fez.
Se gostaram dos livros e querem ver o filme, esperem pelo dvd.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Nascer do sol em Amesterdao
Há muito tempo que nao assistia a um.
É o único aspecto positivo de ter chegado ao trabalho hoje as 04.50h...
É o único aspecto positivo de ter chegado ao trabalho hoje as 04.50h...
Het Gooi
No domingo, e porque tinhamos o carro estacionado a porta, decidimos ir dar um passeio a Almere e depois pela área do Gooi, que é das zonas mais caras (e mais giras, para mim) nos arredores de Amesterdao.
Entre almoco, café, copo de vinho, passeio a pé e de carro, chegámos a conclusao que, para quem tem dinheiro, é o subúrbio perfeito. Muito verde, com água, lojas e comércio, gente na rua, mas rural e com casas maiores. Limpíssimo e organizado.
Naarden entao vale muito a pena conhecer. Para quem quer explorar algo fora de Amesterdao sem ser cidade, é dica preciosa. 20 mns de comboio. A zona da fortaleza (Vesting) é inspiradora... o Arsenal é lindo e um conceito de centro comercial muito a parte e há cafés e lojas abertas até ao domingo.
Entre almoco, café, copo de vinho, passeio a pé e de carro, chegámos a conclusao que, para quem tem dinheiro, é o subúrbio perfeito. Muito verde, com água, lojas e comércio, gente na rua, mas rural e com casas maiores. Limpíssimo e organizado.
Naarden entao vale muito a pena conhecer. Para quem quer explorar algo fora de Amesterdao sem ser cidade, é dica preciosa. 20 mns de comboio. A zona da fortaleza (Vesting) é inspiradora... o Arsenal é lindo e um conceito de centro comercial muito a parte e há cafés e lojas abertas até ao domingo.
Cezanne - Picasso - Mondrian
Este sábado aproveitei que ia estar em Haia para um jantar para ir visitar o Gemeente Museum Den Haag, nomeadamente para ir ver a exposicao temporária de Cézanne, Picasso e Mondrian.

Mondrian:

Cézanne:

Alguns dos quadros que estavam expostos:
Picasso



Mondrian:


Cézanne:


Segundo a explicacao introdutória da exposicao, Cézanne é considerado o "pai da arte moderna" e Picasso e Mondrian seguiram o seu exemplo. Os três foram responsáveis por aquilo que é talvez o mais decisivo do desenvolvimento em toda a história da arte: o início da arte abstracta.
Também aprendi que nenhum outro artista do século XIX teve uma influência mais pesada e mais duradoura nos seus sucessores que Paul Cézanne.
Talvez. Aliás, se eles o dizem eu acredito, que me confesso uma total leiga no assunto.
Mas confesso que nao vejo. Deve ser problema meu, mas nao vejo o onde é que Cézanne influenciou tanto Picasso e Mondrian. Nao vejo isso nos quadros retratados. Nas cores, no traco, no tema, nao encontro as pontes de um para os outros.
Adoro Cézanne, Picasso tem quadros que me dizem muito e outros nem tanto e Mondrian tem meia-dúzia de que gosto (antes de ter embarcado no abstraccionismo total), mas se consigo estabelecer alguns paralelos entre Picasso e Mondrian, isso nao me acontece de todo com Cézanne.
A exposicao nao é enorme, quanto a mim está perfeita em termos de dimensao, mas a organizacao das salas é um pouco confusa. Acabei por ver uma sala no final que se referia a um período inicial... nao se tinha perdido nada por numerarem as salas para nao se perder a lógica.
All and all, pos-me a pensar e a contemplar, e gostei imenso.
Valeu bem a visita!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Oh happy day!
Acabei de descobrir que a partir de 2010, como terei contrato local, vou ter direito a 36 dias de férias por ano!!!!!
OH YES!!!
OH YES!!!
Receita para sobreviver ao Inverno:

Fair trade and slave free 72% cocoa chocolate. A venda no Super de Boer.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Sint Maarten
No nosso dia de Sao Martinho festeja-se, na Holanda, o Sint-Maarten.

As criancas andam na rua com lanternas de papel a cantar cancoes específicas para este dias e a pedir doces, tal como no Halloween Americano.

No caminho para casa, sem exagero, devo ter-me cruzado com mais de 100 criancas a pedir doces. Como aqui anoitece cedissimo, já era noite cerrada. Acompanhadas só dos pais ou em grupos, parecia que as ruas estavas inundadas de pequenos pirilampos. E de risos felizes e bocas lambuzadas.
Na falta de castanhas, foi uma boa alternativa.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Wellington
Ha que seculos que queria comprar umas e aqui faz muitissimo sentido...
Mas ou eram de ma qualidade e duras,
Ou eram caras,
Ou nao tinham piadinha nenhuma,
Ou nao combinavam com a maior parte da minha roupa...
Hoje encontrei as minhas!


Agora sim, estou preparada para o Inverno. Fisicamente preparada, claro esta... psicologicamente nunca me habituarei aos meses Novembro - Fevereiro por estas bandas.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Há 2 minutos, no Google talk...
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